Vila das Artes já em clima de Natal!

Nesta próxima edição a Vila das Artes está com uma novidade natalina. No dia 4 de novembro, a Vila, em parceria com o Espaço Turquesa, organiza o Workshop de Natal.

 

No workshop serão feitos alguns enfeites como anjinhos de patchwork e fuxicos para colocar em guirlandas e pendurar nas árvores. A professora Regina Tortorelli irá fazer as demonstrações ao lado de Dóris, do Espaço Turquesa.

Sempre envolvida com arte, tendo anteriormente já realizado trabalhos com sabonetes e velas, Regina já realiza a técnica do patchwork há 12 anos, e dá aulas para quem se interessar.

No dia do workshop serão levados moldes e feitas demonstrações de como criar seu enfeite manualmente ou com máquinas de costura. Qualquer pessoa acima de 7 anos pode participar e se divertir!

Aproveite essa oportunidade e dê uma passada na Vila.

Dica de visita: Mini biblioteca da Estação Ambiental de Joaquim Egídio

No dia 18 de outubro foi inaugurada, na Estação Ambiental de Joaquim Egídio, uma mini biblioteca. O acervo conta com 120 livros relativos à agricultura e meio ambiente, vindos de uma parceria com a Embrapa, e mais de 400 livros de literatura brasileira e internacional que ficarão disponíveis para consulta e empréstimo pela população.

No acervo ambiental é possível encontrar livros com os mais variados temas como Direito Ambiental e até como instalar colmeias e produzir conservas caseiras de frutas. “Nossa intenção é servir de base para estudantes e moradores da região que não possuem acesso à biblioteca”, afirma Cláudia Esmeriz, coordenadora da Estação Ambiental de Joaquim Egídio.

A biblioteca funciona de segunda a sexta, das 8h até 12h e das 14h até 17h. O empréstimo dos livros é realizado mediante cadastro feito na hora.

 

Saiba Mais

Biblioteca da Estação Ambiental

http://estacaoambiental.blogspot.com.br/

Rua Manoel Herculano da Silva Coelho, s/n – Joaquim Egídio

Telefone: (19) 3298-6700

email: estacaoambiental@yahoo.com.br

Horário de Funcionamento:  Segunda à sexta  das 8h – 12h e 14h – 17h.

Novidade na Vila das Artes!

Agora, além do blog e do twitter, a Vila das Artes também está no facebook! Tudo isso para facilitar e aproximar cada vez mais participantes  e visitantes da nossa tradicional feira.

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Era uma vez… Sousas e Joaquim Egídio

Já apresentamos a vocês os bonecos João da Vila e Maria das Artes, cuja história se mistura à história de Sousas. Que então tal conhecer a verdadeira história do distrito?

Quem passa hoje por Sousas e Joaquim Egídio sabe das inúmeras opções de bares e restaurantes, fazendas históricas, muita natureza e diversas trilhas.

Localizados dentro de uma extensão de mata nativa, a APA, na região leste do município de Campinas e distantes dez quilômetros do centro, os distritos fazem parte de uma das mais importantes reservas ecológicas da cidade. Com clima de montanha, no inverno há uma diferença de temperatura de até 2ºC mais baixa em relação ao centro de Campinas.

Mas, os badalados distritos têm uma história bem mais antiga…

Origens

No final do século XVIII predominavam na região os chamados latifúndios, ou se, grandes propriedades de terras, como o Sertão/Cabras (Joaquim Egídio) e o Atibaia/Fazendinha (Sousas). Próximo a essas grandes propriedades formaram-se alguns núcleos de moradia que, ao longo do século XIX, originaram os arraiais, hoje distritos, de Sousas e Joaquim Egídio.

Antes, “Ponte Alta”; hoje, Sousas

O povoado de “Ponte Alta” (Sousas) teve origem na primeira ponte de madeira construída sobre o rio Atibaia, onde surgiam as primeiras plantações de café.  A família de Joaquim Monteiro decidiu erguer uma capela em homenagem a São Sebastião (1833). Deu-se então origem ao arraial. A terra fértil atraiu várias famílias, entre elas os Sousa, donos de vastas sesmarias que, futuramente, dariam nome ao distrito.

O “bairro de Luciano Teixeira” ou “bairro do Laranjal” estava localizado nas terras da Fazenda Laranjal.  Posteriormente chamado de “Arraial de Joaquim Egídio”, o distrito tem em seu nome uma homenagem a Joaquim Egídio de Sousa Aranha, marquês de Três Rios.

No final do século XIX, os imigrantes do café movimentavam os dois arraiais com suas moradias, vendas e armazéns. Em 1889, inaugurou-se o Ramal Férreo Campineiro, cuja locomotiva – a  “cabrita” – alcançava os cafezais no alto da Serra das Cabras. Em 1912, a ferrovia foi substituída por um bonde rural da Companhia Campineira de Tracção, Luz e Força que se manteve em atividade até a década de 1950. Apenas em 1958, a Rodovia Heitor Penteado passaria a interligar Campinas a Sousas (9km) e a Joaquim Egídio (3km).

Sousas e Joaquim Egídio hoje misturam o rural e o urbano, o moderno e o bucólico. Venha conhecer e aproveite a visita para ver o trabalho dos expositores da Vila das Artes, na Praça Beira Rio.

Nossa próxima edição é no dia 04 de novembro!

Era uma vez… João da Vila e Maria das Artes

Os bonecos João da Vila e Maria das Artes são os mais novos moradores da Vila das Artes!

Que tal conhecer sua história?

Há muito e muito anos, em Sousas, só havia rio, árvores e animais, segundo anotações que encontramos na casa de uma parente distante da Maria.

Por volta de 1830, dois rapazes resolveram explorar as redondezas da ¨Vila de São Carlos¨, hoje Campinas. Destemidos, caminharam até as margens do rio Atibaia e ultrapassaram-no, depois de construírem uma ponte de madeira.

Maravilhados, resolveram fixar residência e em pouco tempo outros foram chegando.. Assim, um pequeno povoado surgiu. Ele foi crescendo e se transformou em um Arraial nomeado ¨Ponte do Arraial¨, ao qual se se juntaram as famílias José Floriano Camargo e os Sousas.

Com o número de habitantes crescendo, crianças nascendo, casamentos sendo realizados, o Arraial necessitava de uma Capela. A mão de obra foi trazida da Vila de São Carlos; entre os trabalhadores,  as famílias do João e da Maria.

O pai do João, carpinteiro de mão cheia, cuidou do madeiramento da Capela. O pai da Maria, da pintura.

A Capela de São Sebastião foi concluída em 1889 e inaugurada com o batismo do João, que logo ganhou o apelido de ¨João da Vila¨, pela origem de seus pais.

A vida corria solta, a família dos Sousas foi se destacando e em sua homenagem o nome do Arraial se tornou ¨Arraial dos Sousas¨, em 28 de janeiro de 1889.

Em 1894 nasceu Maria, no mesmo ano da inauguração do pitoresco trenzinho que recebeu o apelido de ¨Cabrita¨, usado para transportar o café do Arraial.

O tempo passou, Maria e João cresceram, namoraram e se casaram.
Como os pais, moravam e trabalhavam nas fazendas de café. A vida dura, de muito trabalho, acabou em 1929, com a grande crise do café. As fazendas quebraram e o desemprego foi grande.

Sousas tinha na época cerca de 25 mil habitantes, reduzidos pela crise a 5 mil. Dentre eles, João e Maria, que continuaram morando na fazenda, mas sem trabalho.

Sentados embaixo de um bambuzal em um dia de ventania, olhando um bambu envergar e quase tocar o chão, Maria se lembrou do tempo de criança, quando todos, no chegar da tarde, ouviam a ¨Ave Maria” pelo rádio de válvula e faziam cestos e balaios de bambu.

Neste momento falou:- João, vamos fazer cestos de bambu. Com tanta fruta por aqui, alguém há de precisar de cestos para carregá-las.

Maria, muito habilidosa e caprichosa, enfeitava uma ou outra cesta. Um dia, uma senhora que passava a cavalo perguntou:

– Quem fez esta obra de arte?

Maria respondeu:

– Fui eu.

E, assim, ela ficou conhecida como Maria das Artes.

Este simpático casal tem muito a nos contar e a nos ensinar. Conseguiram sobreviver fazendo cestos, balaios, panos de prato, sabão, sabonetes, roupas, geléias, enfim qualquer arte que poderia ser vendida.

E aqui está a barraquinha de João da Vila e Maria das Artes: ¨Lembranças de Sousas¨.

A história de João e Maria pode ser fictícia, mas os bonecos vieram para ficar! Venha visitá-los!

Agradecemos a contribuição da expositora Norma, que ajudou a dar a vida – e criou o passado – dos personagens oficiais da feira.