Era uma vez… Sousas e Joaquim Egídio

Já apresentamos a vocês os bonecos João da Vila e Maria das Artes, cuja história se mistura à história de Sousas. Que então tal conhecer a verdadeira história do distrito?

Quem passa hoje por Sousas e Joaquim Egídio sabe das inúmeras opções de bares e restaurantes, fazendas históricas, muita natureza e diversas trilhas.

Localizados dentro de uma extensão de mata nativa, a APA, na região leste do município de Campinas e distantes dez quilômetros do centro, os distritos fazem parte de uma das mais importantes reservas ecológicas da cidade. Com clima de montanha, no inverno há uma diferença de temperatura de até 2ºC mais baixa em relação ao centro de Campinas.

Mas, os badalados distritos têm uma história bem mais antiga…

Origens

No final do século XVIII predominavam na região os chamados latifúndios, ou se, grandes propriedades de terras, como o Sertão/Cabras (Joaquim Egídio) e o Atibaia/Fazendinha (Sousas). Próximo a essas grandes propriedades formaram-se alguns núcleos de moradia que, ao longo do século XIX, originaram os arraiais, hoje distritos, de Sousas e Joaquim Egídio.

Antes, “Ponte Alta”; hoje, Sousas

O povoado de “Ponte Alta” (Sousas) teve origem na primeira ponte de madeira construída sobre o rio Atibaia, onde surgiam as primeiras plantações de café.  A família de Joaquim Monteiro decidiu erguer uma capela em homenagem a São Sebastião (1833). Deu-se então origem ao arraial. A terra fértil atraiu várias famílias, entre elas os Sousa, donos de vastas sesmarias que, futuramente, dariam nome ao distrito.

O “bairro de Luciano Teixeira” ou “bairro do Laranjal” estava localizado nas terras da Fazenda Laranjal.  Posteriormente chamado de “Arraial de Joaquim Egídio”, o distrito tem em seu nome uma homenagem a Joaquim Egídio de Sousa Aranha, marquês de Três Rios.

No final do século XIX, os imigrantes do café movimentavam os dois arraiais com suas moradias, vendas e armazéns. Em 1889, inaugurou-se o Ramal Férreo Campineiro, cuja locomotiva – a  “cabrita” – alcançava os cafezais no alto da Serra das Cabras. Em 1912, a ferrovia foi substituída por um bonde rural da Companhia Campineira de Tracção, Luz e Força que se manteve em atividade até a década de 1950. Apenas em 1958, a Rodovia Heitor Penteado passaria a interligar Campinas a Sousas (9km) e a Joaquim Egídio (3km).

Sousas e Joaquim Egídio hoje misturam o rural e o urbano, o moderno e o bucólico. Venha conhecer e aproveite a visita para ver o trabalho dos expositores da Vila das Artes, na Praça Beira Rio.

Nossa próxima edição é no dia 04 de novembro!

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